quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

pérolas da vida



Olho os rostos nas ruas, nos autocarros, no metro…Olho e observo a maciez, a falta de brilho de cor de vida.

Vejo o cansaço.

A ausência do ser, de corpos que se movem e mecanicamente executam tarefas.
Triste. Tristeza às toneladas.
Folheiam-se jornais e lemos desgraças dores flagelos assassínios….às molhadas, tornando o mundo um local ainda mais penumbroso, sombrio, ameaçador.
No meio de todas estas imagens e cenários do dia-a-dia de que deixo SÓ, dois exemplos:
- no passado mês de Janeiro 45.000 pessoas morreram, na República Democrática do Congo, na sequência da guerra civil e da fome;


- por ano 600.000 mil pessoas são traficadas no espaço europeu. Mulheres e
crianças maioritariamente. Mais de 80% são mulheres e crianças e cerca de 70% são transformadas em escravas do sexo.

No meio de cenários destes uma notícia positiva, de alegria, bem-estar, harmonia, merece destaque maior porque senão passamos todos a ver o mundo a preto e branco quando na sua imensa riqueza e variedade ele continua com todas as cores do arco-íris aí, disponível para o vermos e vivermos de uma outra forma.
Uma família de 5 pessoas, pais e 3 filhos, são, há anos, os únicos habitantes da aldeia de Aigra Velha, na Serra da Lousã, a 15 Km de Góis, sede do Concelho.
A filha mais velha já licenciada mantêm-se na cidade onde os irmãos mais novos tiram os cursos para acompanhamento e apoio MAS os 3 pensam retornar à terra - e para lá correm sempre que os estudos o permitem - sendo que dois deles já têm trabalho assegurado no Concelho e a mais nova não vê dificuldade de inserção laboral e sabe que encontrará solução.
Deixo-vos com algumas palavras da mãe e do pai:
Mãe - «”O céu, o sol, a lua e a terra, aqui tudo é nosso”»
Pai – recusou a identificação/designação de chefe de família assumindo-se como «” um elemento de uma casa onde existe uma carteira e a liberdade para que cada um escolha o seu caminho.”»

P.S – Notícia no Jornal de Notícias, 3 Fev.2008:37

domingo, 27 de janeiro de 2008

o vento - Haiku



o vento sorri
e seu perfumado hálito
embala a vida.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

O slide-show abaixo é para a Bettips(...)

(...)pela sensibilidade e beleza que connosco compartilha.
Estas frases deveriam estar lá, mas alteram-me o código e o slide-show desaparece .
Façam favor de ver o post abaixo, mas por favor antes vejam o dito slide-show abaixo.
Depois sigam o link e vão até à casota dela deliciar-se com a beleza, sua sensibilidade e humor muito próprio que nos oferta generosamente.

Veja meu Slide Show!

domingo, 6 de janeiro de 2008

Feliz Dia de Reis


Possam os bagos da romã multiplicar-se, ao longo do ano, em alimento para o corpo e para o espírito e sempre vos saciem.


Que os Reis tragam Incenso, Mirra e AMOR para vossas vidas.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Amanhecer - 1 Janeiro 2008 (W e S)

Apesar das actuais e evidentes alterações climáticas as Estações do ano dividem-se - ainda - em:
Primavera, Verão, Outono e Inverno.
O Inverno corresponde ao tempo de interiorização, ao tempo em que a própria natureza se recolhe, as sementes, no seio da mãe terra preparam-se para eclodir vibrantes quando a temperatura aquecer e o Sol imperar.
No Inverno a temperatura desce dada a distância ao Sol e o ângulo de incidência dos raios solares. O frio domina grande parte do planeta - conforme o hemisfério - as águas tombam dos céus - sob a forma líquida ou sólida - alimentando toalhas de água, rios, lagos e barragens criadas pelo homem.Pelo meio limpa as poeiras e certos níveis e produtores poluidores que se insatalaram na atmosfera, lava as plantas, rega as terras e quando ela, água, não cai, entramos em desespero - as colheitas para nos alimentarmos; as águas para nos banharmos, bebermos e todo o conjunto de utilização doméstica que lhe damos.
Os ventos sopram mais agrestes.
No Inverno é esperado que as temperaturas sejam baixas, que haja ventos e chuvas com nuvens a passearem-se pelos céus e a despejarem a sua carga sobre o planeta.
Posto isto alguém me sabe dizer porque dizem, a começar: os metereologistas, os pivots dos telejornais e a média/norma dos cidadãos: "ESTÁ MAU TEMPO" ?
?
Para mim está só o tempo próprio da Estação.
Considero mau tempo os grandes e inesperados cataclismos que destróiem casas, plantações, vidas... seja por via de ventos sob uma das muitas designações e formações que existem, seja por cheias avassaladoras que tudo levam, pelo deslizamento de terras e lamas, pelo deslizamento de glaciares em que tudo o que existe fica soterrado e/ou vai na gigantesca leva.
Este tempo k hoje temos é só uma das formas próprias ao invernoso tempo
Ontem fartei-me de ouvir, nos noticiários, referir o "mau tempo que iria fazer, por uns 3 dias, a partir de hoje!"
Por mim acho que para Inverno, genéricamente em Portugal, temos andado muito bem, com muito Sol e, em média, amenas e Outonais temperaturas, salvo uma ou outra excepção infelizmente em alguns pontos do país foi mesmo mau tempo que destruíu bens.
Esta questão coloca-se-me todos os anos. Hoje dei-lhe uma expressão verbal/escrita.
Está tempo de Inverno, ponto.
Se prefiro o SOL? Sem dúvida!
Ainda para mais uma Alentejana até ao tutano.
Mas gosto da variação das Estações e das características de cada uma e desde criança me ensinaram que as estações do ano variavam, e traziam diferentes e complementares (esta designação foi acrescento meu) características.
Desejo então que o nosso "mau tempo" se vá ficando como está e não tenhamos que saber na pele, carne, vidas e bens, o que "mau tempo significa".
Em Portugal o tempo vai mau, mas é a outros, vários níveis.
Aí vai pior que mau. Péssimo diria.
Gozemos então o tempo que o Inverno nos traz para depois melhor apreciarmos as esplenderosas estações seguintes.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

evolução

NATAL é nascimento, logo, VIDA.
Mas falar, pensar: VIDA, implica pensar em condições de dignidade e respeito para todos os seres humanos na face desta “bola que rebola” pelo espaço…

Porque VIDA sem condições dignas, sem respeito, sem o necessário à sua sobrevivência em (repito) dignas condições, sem “mínimos”, é uma indignidade que nos envergonha e quando se chega a nós, esmolando, nos embaraça e aumenta a vergonha que já sentimos.

As guerras, sob todas as formas que revista, são a maior de todas as vergonhas, a que mais nos afasta da condição de seres humanos, porque humanidade implica: alteridade, respeito pelas diferenças, amor, partilha, solidariedade…
As guerras em nome do bem-estar, da preservação do modo de vida da denominada sociedade ocidental…ignomínia pura.

Deixo esta reflexão porque os actos praticados por este mundo fora (alguns por nós, por cansaço e por vezes por indiferença ou desalento) nunca poderão ser símbolos de que na Terra se vive o espírito de NATAL, que é o mais simples, puro e forte espírito de fraternidade que se poderá vivenciar e foi a mensagem mais forte dessa figura que foi a de Jesus e a de tantos outros profetas e avatares de outras religiões.

Porque o que é verdadeiro, genuíno e essencial ao SER humano é igual no pensamento, mensagem, de todos os seres que se constituíram pilares de diversas religiões.

A cada uma das companheiras e companheiros desta caminhada, pelas letras e imagens, deixo meu sentir em que a mais forte emoção é a vergonha pela actual condição do mundo.
Das guerras, da fome, da descriminação, do ódio, da mentira, do engano, do primado do dinheiro sobre o SER.
Continuo a acreditar que um dia saberemos mais e melhor.
Faremos mais e melhor do que agora porque o que se vê de nossos actos, globalmente falando, é menor, redutor da humana essência.

Apesar de tudo isto desejo para todas e todos vós um período de paz, harmonia, serenidade e saúde e que de nós sempre alguma luz, pacifismo e fraterno Amor irradie e se espalhe pelo mundo.

A todos vós um grato abraço pela ofertas-partilhas.

Que a luz esteja connosco e sempre brilhe forte irradiando.