terça-feira, 31 de julho de 2007

Confissões de…um bicho estranho (1ª parte)


Sei que sou um bicho esquisito.
Ainda uma esquisitice maior, mais estranha, sendo mulher.
As evidências de uma vida não me permitem ignorar tal facto.

Não gosto do que a maioria das pessoas gosta.
Não faço ou deixo de fazer algo por me preocupar com o que “os outros” vão dizer. E subentende-se que estes “outros” são, o grupo de pertença (a “tribo”), a família e, por último, exactamente por esta ordem, a sociedade abstracta mas que nos rodeia a nível de vizinhança, trabalho e laços mais difusos por relação às relações e afiliações da nossa “tribo” de pertença.

Vivi sempre nas margens por me considerarem simpática mas…estranha, diferente.
Até o sentido de humor é muito diferente da média, da norma.
Havia até quem estivesse convicto não ter eu sentido de humor, até ao dia em que puderam constatar o erro.
Foram simplesmente fantásticos porque mo disseram frontalmente e falaram do seu/deles espanto por eu afinal ter sentido de humor, um humor – disseram – muito british – e subtil.

Coisa que não foi nova pois já no Liceu assim mo diziam.
Do que eu ria, francamente com gosto, ficavam espantados e daquilo que eles riam até à desbunda, às lágrimas, ao: “pára aí k me mijo” ficava eu, por norma, indiferente.

E juro sobre o que quiserem que não estava a fazer género.

Sou uma pessoa que sorri facilmente e de onde o riso explode em gargalhadas sonoras e nada envergonhadas e, por outro lado sou extremamente séria e levo as coisas a sério (não sei muito bem o que querem dizer com isto, eu sei o que quero dizer. Significa que não olho para nada, actos ou pessoas, de forma leviana e de julgamento rápido, passada rápida e pronto. Tipo: “eu é que sei. Já vi tudo, já lhe tirei a pinta….”)

(continua)

sábado, 28 de julho de 2007

Palavra: VERTENTE em Fotodicionário

Sua representação fotográfica esta semana no PALAVRA PUXA PALAVRA.
Como não pude colaborar faço-o desta forma. desejando a todas e todos, boas férias e/ou bom trabalho.

terça-feira, 17 de julho de 2007

o vento que penetra pelas frinchas.
o frio...

Eu olho e vejo: abrigo, alimento,
beleza, cor e liberdade.

posso sempre voar e…voltar

e todos podem entrar
está aberto o abrigo
P.S _ texto meu. Imagem chegou-me via net sem indicação de autoria pelo que peço desculpa.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

quarta-feira, 4 de julho de 2007

As serpentes tecem o curso dos dias

Os ventos do sul repousam nos templos,
imortais santuários das nereidas.

Interrogas a sabedoria das árvores,
a serena face do mito.
Confessas a emergência da escrita,
a angústia de um universo
esvaziado de símbolos,
despido da secreta alteridade das sombras.

Admiras os divinos jardins de âmbar,
as infinitas planícies do êxtase.
Depousas as sandálias e o manto de púrpura
e decifras a linguagem dos desertos.

Os deuses veneram a tua excelsa beleza
e as transparências da tua voz,
e afagam o teu corpo de alabastro,
esse espelho de branca seda
onde anoitecem as palavras.


Barcelos, Isabel Aguiar