terça-feira, 17 de julho de 2007

o vento que penetra pelas frinchas.
o frio...

Eu olho e vejo: abrigo, alimento,
beleza, cor e liberdade.

posso sempre voar e…voltar

e todos podem entrar
está aberto o abrigo
P.S _ texto meu. Imagem chegou-me via net sem indicação de autoria pelo que peço desculpa.

terça-feira, 10 de julho de 2007

sexta-feira, 6 de julho de 2007

quarta-feira, 4 de julho de 2007

As serpentes tecem o curso dos dias

Os ventos do sul repousam nos templos,
imortais santuários das nereidas.

Interrogas a sabedoria das árvores,
a serena face do mito.
Confessas a emergência da escrita,
a angústia de um universo
esvaziado de símbolos,
despido da secreta alteridade das sombras.

Admiras os divinos jardins de âmbar,
as infinitas planícies do êxtase.
Depousas as sandálias e o manto de púrpura
e decifras a linguagem dos desertos.

Os deuses veneram a tua excelsa beleza
e as transparências da tua voz,
e afagam o teu corpo de alabastro,
esse espelho de branca seda
onde anoitecem as palavras.


Barcelos, Isabel Aguiar

sábado, 30 de junho de 2007

quinta-feira, 28 de junho de 2007

ele há cada uma....

então é assim: o Tozé , sem o saber, descende de uma linhagem de grandes senhores feudais da zona ora abrangida por todo o território entre Póvoa e Braga.

Ora como isto de senhores feudais já se perdeu nas brumas, por certo as mesmas ou similares, onde se perdeu o nosso El-Rei D. Sebastião, não tinha ele a mínima ideia, nem seus pais, ou os pais de seus pais, nem sequer os pais destes últimos e por aí fora.

Se tal se deveu ao esquecimento dos ramos e laços familiares entre si, ou a fortes desavenças nunca mais comentadas, como é norma entre pessoas de bem, é coisa que agora será apurada, por natural curiosidade.

Aconteceu que lhe apareceu, nada mais, nada menos do que um notário à porta, acompanhado de seu escrivão como noutros tempos se fazia, a entregar-lhes documentos lacrados, herança de terras, casa e baldios, testamentados da actualidade e acreditados, confirmados, com cartas reais, com reais lacres seladas , do reinado de D. Afonso VII.

Ora o nosso amigo Toze, que é republicano, dono de seu nariz, opiniões e pouco mais que com o muito trabalho se alcança neste nosso país, desconhecia por completo este ramo, estes parentes nobres e ricos, que isto de heranças, bem o sabeis vós, era aos primogénitos que todo o património cabia e sempre cuidavam de que assim continuasse..

Coisas de primogénitos e profundas cisões familiares frequentes na História que ora haverão de ser desvendadas.

Não acreditou ele no que via e ouvia, para mais tendo-lhe batido dois distintos e, porque não dize-lo, algo emproados cavalheiros à porta, a contar-lhe esta fabulosa "história da carochinha".

Enquanto os ouvia pos-se, pelo canto do olho, a rabiar, procurando as escondidas camaras da TV, porque, pensou ele sem a mínima sombra de dúvida: "está bem de ver que estou nos "APANHADOS"".

Mas não! Não estava! Não está! Ele é que nos vai..."apanhando"....
Como quem caça gambuzinos.
Lança o isco e nós lá vamos.
Contentes, deixando a imaginação correr e correr à desfilada...

E esta herança comporta mais casas do que terras...
Com as baixas rendas pagas pelos inquilinos,que envelheciam, desinvestiram os últimos dos seus desconhecidos antepassados da recuperação de algumas das casas - eis aqui o exemplo de uma das portas dessas moradias - o nº 52 da Rua do Dó Maior,sita na freguesia Aikdó,no concelho de Desconcerto Total, distrito Dessinfonizado em Todos os Tons.


Parabéns Tozé.
Agora estás mais rico.
Não fiques com dores de cabeça.
O nº 52 está velho, revelho digo eu! A cair!
Se te quiseres desfazer dela, casa, aceito-a de bom grado, ou podemos fazer uma venda a baixo custo e ficas com menos um dos 123 problemas que te desabaram em cima.
QUE DIZES?


Post Scriptum: O Tozé diz que o patrimõnio está em aberto e lança, a todas/os que o queiram aceitar, o repto da escrita que os poderá habilitar à porta nº 52 aqui mostrada e a que eu já me candidatei na esperança de a ganhar bem como todas as paredes que a sustentam.
vamos lá, soltem-se. Tirem as rédeas à imaginação.