quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
domingo, 6 de janeiro de 2008
Feliz Dia de Reis
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
Amanhecer - 1 Janeiro 2008 (W e S)
Apesar das actuais e evidentes alterações climáticas as Estações do ano dividem-se - ainda - em:
Primavera, Verão, Outono e Inverno.
O Inverno corresponde ao tempo de interiorização, ao tempo em que a própria natureza se recolhe, as sementes, no seio da mãe terra preparam-se para eclodir vibrantes quando a temperatura aquecer e o Sol imperar.
No Inverno a temperatura desce dada a distância ao Sol e o ângulo de incidência dos raios solares. O frio domina grande parte do planeta - conforme o hemisfério - as águas tombam dos céus - sob a forma líquida ou sólida - alimentando toalhas de água, rios, lagos e barragens criadas pelo homem.Pelo meio limpa as poeiras e certos níveis e produtores poluidores que se insatalaram na atmosfera, lava as plantas, rega as terras e quando ela, água, não cai, entramos em desespero - as colheitas para nos alimentarmos; as águas para nos banharmos, bebermos e todo o conjunto de utilização doméstica que lhe damos.
Os ventos sopram mais agrestes.
No Inverno é esperado que as temperaturas sejam baixas, que haja ventos e chuvas com nuvens a passearem-se pelos céus e a despejarem a sua carga sobre o planeta.
Posto isto alguém me sabe dizer porque dizem, a começar: os metereologistas, os pivots dos telejornais e a média/norma dos cidadãos: "ESTÁ MAU TEMPO" ?
?
Para mim está só o tempo próprio da Estação.
Considero mau tempo os grandes e inesperados cataclismos que destróiem casas, plantações, vidas... seja por via de ventos sob uma das muitas designações e formações que existem, seja por cheias avassaladoras que tudo levam, pelo deslizamento de terras e lamas, pelo deslizamento de glaciares em que tudo o que existe fica soterrado e/ou vai na gigantesca leva.
Este tempo k hoje temos é só uma das formas próprias ao invernoso tempo
Ontem fartei-me de ouvir, nos noticiários, referir o "mau tempo que iria fazer, por uns 3 dias, a partir de hoje!"
Por mim acho que para Inverno, genéricamente em Portugal, temos andado muito bem, com muito Sol e, em média, amenas e Outonais temperaturas, salvo uma ou outra excepção infelizmente em alguns pontos do país foi mesmo mau tempo que destruíu bens.
Esta questão coloca-se-me todos os anos. Hoje dei-lhe uma expressão verbal/escrita.
Está tempo de Inverno, ponto.
Se prefiro o SOL? Sem dúvida!
Ainda para mais uma Alentejana até ao tutano.
Mas gosto da variação das Estações e das características de cada uma e desde criança me ensinaram que as estações do ano variavam, e traziam diferentes e complementares (esta designação foi acrescento meu) características.
Desejo então que o nosso "mau tempo" se vá ficando como está e não tenhamos que saber na pele, carne, vidas e bens, o que "mau tempo significa".
Em Portugal o tempo vai mau, mas é a outros, vários níveis.
Aí vai pior que mau. Péssimo diria.
Gozemos então o tempo que o Inverno nos traz para depois melhor apreciarmos as esplenderosas estações seguintes.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
evolução
NATAL é nascimento, logo, VIDA.Mas falar, pensar: VIDA, implica pensar em condições de dignidade e respeito para todos os seres humanos na face desta “bola que rebola” pelo espaço…
Porque VIDA sem condições dignas, sem respeito, sem o necessário à sua sobrevivência em (repito) dignas condições, sem “mínimos”, é uma indignidade que nos envergonha e quando se chega a nós, esmolando, nos embaraça e aumenta a vergonha que já sentimos.
As guerras, sob todas as formas que revista, são a maior de todas as vergonhas, a que mais nos afasta da condição de seres humanos, porque humanidade implica: alteridade, respeito pelas diferenças, amor, partilha, solidariedade…
As guerras em nome do bem-estar, da preservação do modo de vida da denominada sociedade ocidental…ignomínia pura.
Deixo esta reflexão porque os actos praticados por este mundo fora (alguns por nós, por cansaço e por vezes por indiferença ou desalento) nunca poderão ser símbolos de que na Terra se vive o espírito de NATAL, que é o mais simples, puro e forte espírito de fraternidade que se poderá vivenciar e foi a mensagem mais forte dessa figura que foi a de Jesus e a de tantos outros profetas e avatares de outras religiões.
Porque o que é verdadeiro, genuíno e essencial ao SER humano é igual no pensamento, mensagem, de todos os seres que se constituíram pilares de diversas religiões.
A cada uma das companheiras e companheiros desta caminhada, pelas letras e imagens, deixo meu sentir em que a mais forte emoção é a vergonha pela actual condição do mundo.
Das guerras, da fome, da descriminação, do ódio, da mentira, do engano, do primado do dinheiro sobre o SER.
Continuo a acreditar que um dia saberemos mais e melhor.
Faremos mais e melhor do que agora porque o que se vê de nossos actos, globalmente falando, é menor, redutor da humana essência.
Apesar de tudo isto desejo para todas e todos vós um período de paz, harmonia, serenidade e saúde e que de nós sempre alguma luz, pacifismo e fraterno Amor irradie e se espalhe pelo mundo.
A todos vós um grato abraço pela ofertas-partilhas.
Que a luz esteja connosco e sempre brilhe forte irradiando.
domingo, 2 de dezembro de 2007
amizade, convido-te e espero-te
(Para leres o convite clica sobre ele, que amplia.)Todas e todos os amigos do GRANDE PORTO, ou os que por aqui andarem, venham até cá.
Escrevemos para comunicar.
Quando se publica reforça-se esse empenho, desejo, necessidade.
Tudo isso.
Expomo-nos.
Aqui e agora me exponho a vós apelando.
Nesse dia, por muito que apeteça ficar na mornidão da casa, venham criar uma onda de genuíno suporte e calor humano .
Para comunicar necessitamos dos outros.Comunicadores, ouvidores, potenciais leitores. ...Interlocutores de várias formas.
Outra forma de suporte que me podem dar é divulgar pelos vossos contactos.
Grata por isso.
P.S - quem não conseguir vir e quiser adquirir p.f envie email com dados: nome e morada, nº exemplares pretendidos para ediumeditores@gmail.com. Será enviado à cobrança.
P.S - quem não conseguir vir e quiser adquirir p.f envie email com dados: nome e morada, nº exemplares pretendidos para ediumeditores@gmail.com. Será enviado à cobrança.
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Delírios
Há coisas do arco-da-velha.
Ando há 3 anos a procurar umas botas que me agradem e dêem muito bom caminhar. Foram estas as eleitas porque as outras andarilhas desfizeram-se de tanto trabalhar.
Até aqui nada de mais. E vocês até podem não gostar que isto de estética é muito pessoal.
O impensável aconteceu quando no final, a funcionária com um simpático sorriso, estendeu a mão e me entregou um pequeno envelope rubro-rosa (ver abaixo) enquanto dizia:
«Aqui, vai a garantia. No espaço de um mês, caso esteja descontente, pode proceder à devolução, na caixa e.... desde que não tenham sido usadas.»
Perceberam?Eu não!Acudam-me.
Como posso "estar descontente" se as não usar?
Como posso descobrir falhas ou defeitos estando elas na sua caixona, protegidas?
Hummmmm?
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Salvador, o Homem e Textos InConSequentes (excerto)
«Nada do que é terreno conseguerealmente abandonar o sono e só
quem nunca esquecer a noite que
traz consigo consegue fechar o
anel, consegue voltar da intempo-
ralidade do começo à do fim,
consegue empreender sempre de
novo o percurso circular, ele
próprio astro na imutabilidade
do decorrer do tempo, emergindo
da escuridão (...)»
Hermann Broch – “ A MORTE DE VIRGÍLIO”
I
O HOMEMSalvador percorria as noites, de insónia em insónia, tentando olhar o mundo pelo prisma da noite, nos hábitos, nas vivências, nas rotinas ou desrotinas, nos seus indígenas, fauna bem diversa da diurna, nos cheiros e nas cores da noite. Sim, porque antes das insónias lhe dominarem as noites, homem regrado, Salvador achava que a noite tinha uma cor única: escura. Artificialmente iluminada. E nem se detivera a pensar sobre que cor e tipo de escuridão eram essas que atribuía à noite. Era escura e esse pensamento lhe chegava. Não, não era bem assim, sem ter consciência disso um outro atributo da noite coexistia com o anterior. O de perigo.
Não é que, desde os primórdios, a escuridão sempre representou um factor de perigo para os humanos, dada a sua incapacidade de verem no escuro?
Talvez por algum primevo atavismo, conjugado com factores culturais, a noite detinha, para Salvador, esse atributo, de que se não encontrava consciente.
Um dia Salvador não dormiu. Pensou que algum alimento cuja digestão se houvesse atrasado, apesar de não sentir qualquer tipo de incómodo, seria o responsável pelo facto.
Facto mesmo foi a repetição, noite após noite, da insónia. Curiosamente, para nós, e intrigantemente para ele, o dia a dia decorriam na máxima normalidade e as suas funções eram desempenhadas com eficácia e eficiência, sem cansaço e sem qualquer tipo de nervosismo.
Passaram meses e a situação mantinha-se. Os dias passaram a ter vinte e quatro horas para preencher a seu belo prazer. Mais sete horas e trinta minutos, que era o tempo médio de sono, antes de se tornar um insone.
Salvador sentia-se bem, sentiu-se feliz. Tanta coisa que deixava por fazer por falta de tempo....Quem se não sentiu nada feliz foi a mulher de Salvador, a D. Ermelinda. Ora se tinha algum jeito o marido não dormir, abandoná-la. Sim, abandoná-la, pois, a breve trecho, percebendo a total e continuada ausência de sono e a inexistência de quaisquer sinais de cansaço, Salvador deixou, de todo, de ir ao leito. Para quê perder tão precioso tempo, deitando-se e ficando a olhar para o tecto, para o ar, para o nada, na vã esperança de voltar a ser uma pessoa comum, isto é: com horas de deitar, dormir e acordar?
Nas frias noites, deixava o tálamo conjugal instalando-se, confortavelmente, na sua poltrona preferida que, rapidamente, foi trocada por uma mais moderna, reclinável, com várias posições e extensão, para pernas e pés, onde Salvador se entregava às delícias da leitura, do visionamento de filmes, ao xadrez no computador, (sim, que esse nunca sofria de insónia dado não precisar de dormir,) à construção de puzzles e às paciências, enfim, a uma série de actividades de que gostava e das quais tirava prazer e que sempre considerara boas para a musculação do cérebro, ou, parafraseando o ficcionado, mas não menos célebre inspector Poirot, belga e não francês como insistia em frisar, «as célulazinhas cinzentas».
A D. Ermelinda é que se não conformava e, quanto mais feliz via o marido com tanto tempo, liberto da escravidão do sono, façamos aqui um aparte para realçar que, apesar da bizarra e continuada ausência do tálamo conjugal, como a D. Ermelinda gostava de dizer, não descurava os seus deveres de cônjuge, antes os exercendo mais animadamente facto que, apesar de tudo, não compensava a senhora pelo abandono sentido, dizíamos nós que a infelicidade da D. Ermelinda crescia proporcionalmente à felicidade do marido.
(excerto do Conto "Salvador O Homem, e Textos InConSequentes, a sair em 07 de Dezembro- apresentação no Salão Nobre da Junta de Freguesia de S. Mamede de Infesta, 21h30)
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