terça-feira, 19 de agosto de 2008
livro de poesia de Teresa Gonçalves
Quem quiser adquirir procure nas livrarias ou contacte a editora. Dados do livro: Ísis(2008) "SINGELO CANAL". CORPOS editora
quarta-feira, 30 de julho de 2008
vivo num pequeno casulo. País habitado por nefelibatas não por opção, mas pela mais pura necessidade. "o sonho comanda a vida" é para nós uma forma de vida. a vida ela mesma. toda a variável à norma torna-a instável movimento-inferno que nos destrói enquanto o luar ilumina este pequeno rincão deslizando para as atlânticas águas que um dia o inundar(ão) sobre ele se fechando em feroz ostracismo. Talvez alguma fina linha de Vapor residual fique. a indicar o lugar onde um dia existiu um país que se esvaiu em pequenas e inúteis conversas de café sem mais consequências do que uma momentânea e fugaz exaltação. nenhuma humana forma vertical se manterá à tona.
(publicado 5º Jogo das 12 palavras)
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
e um outro texto que ficou por aqui....
Os nefelibatas sempre se deram bem com o luar e mal com o movimento. No seu mundo -casulo cuidadosamente tecido de conversa e sonhos é difícil entrar. Remetem-se a um auto-ostracismo porque o mundo lhes parece o inferno de Dante e cada país que visitam a sua antecâmara. Têm humor variável sem aparente razão aos olhos dos demais-comuns. Facilmente se deixam inundar por paixões e humores que, qual vapor, se esfumam na vertical desenhando novas nuvens.
sábado, 26 de julho de 2008
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Capa do livro do projecto colectivo do JOGO das 12 PALAVRAS
aaaaaaasssss e mobilizando ao(s) lançamento(s) em Novembro - data a confirmar.
O meu atrevimento está no facto de o ter sugerido via email há escassos minutos e já o estar a fazer sem dele saber a opinião.
Notem que a capa não está completa pois falta o logo da editora, mas basicamente é esta.
Apelativa e bem simbólica para o jogo, numa espiral de palavras e de imaginário, não?
Parabéns à nossa amiga Raquel Vasconcelos- pela capa e porque hoje ainda é uma...bebé. Só um dia de vida nova...Que lhe seja um bom e leve ano.
Quem quiser reservar - pode fazê-lo desde já para a editora: ediumeditores@gmail.com
Site da Editora
Preço de capa: 13,00€ (cerca de 185/190 páginas)- quem reservar e pagar desde logo - informar-se com o editor sobre forma de pagamento - receberá por correio o nº de exemplares pretendidos, sem portes.
Só pelo custo.
Não pelo valor do livro....(modesta hemm?)
Não pelo valor do livro....(modesta hemm?)
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Texto do 3º Jogo das 12 Palavras
Esta a minha participação no 3º Jogo das 12 Palavras no Eremitério, entre outras 33 participações. Passem por lá e leiam - estejam à vontade que o Eremit@ fica contente com a visita e a prosa. O filho
Olhou a criança e sorriu.
Era ousada, confiante, sem vulnerabilidades.Não admitia qualquer obstrução, desconhecia o sentido, melhor, a existência do medo, mas não de forma inconsciente.Inquiria e ponderava, elaborando um plano para a acção, como se escutando a voz de um conselheiro que lhe indicasse o caminho. A melhor forma de agir.
Aquela criança era, para ele, suave orvalho sobre sequiosa terra, bálsamo de seus dias após a morte da mulher e da filha e com um simples balbuciar conseguia afastar toda a tristeza e dor.
Recordou o dia em que se decidiu pela adopção e se apresentou nos respectivos serviços como exponente aguerrido, determinado e seguro do seu direito, enquanto homem só, viúvo, a adoptar uma criança.
Qualquer criança.
Sem imposição de critérios ou exigências.Lembrou o dia em que foi ao sótão buscar a tapeçaria que Isabel fizera para o quarto da filha.
Nela incorporara todos os seres, mitológicos e virtuais, os de contos, filmes e desenhos da própria e da predilecção de Maria Teresa.
Usara materiais vários que ambas recolhiam nos passeios pelos jardins e praias, desde folhas, vidros coloridos, penas…Tudo o que de belo encontravam e as fascinava…No estilo naiff, a tapeçaria era belíssima e cheia de magia.
Há muito saíra da parede da cabeceira de Maria Teresa e fora arrumada no sótão.
Enquanto olha João brincando, afoito no mar, recorda a manhã em que a foi buscar para redecorar o quarto da sua ou seu futuro filho. Lembra-se de na altura haver pensado que seria um óptimo elemento decorativo porque fora tecida com amor.
Estava impregnada de amor e irradiava-o.
Seria um bom acolhimento para a criança que aí vinha.
Saltando entre a rebentação João chamou-o.
- Pai…anda cá paiiii….
Levantou-se sorrindo e foi ao seu encontro.
João, com a sua voz de criança, mas com uma segurança invulgar para a idade, disse:
- Pára! Pára aí pai!
Parou, curioso.
João veio ter com ele. Andou em círculos, ao seu redor, calado e muito atento. Depois agarrou-lhe as mãos, ordenando-lhe que rodasse num determinado sentido e, súbito disse, com voz de comando:
- Está bom pai. Fica quietinho.
Viu-o baixar-se e, com um seixo que trouxera da rebentação, começar a desenhar o contorno da sombra, um pouco alongada pela luz do sol ao encontrar o obstáculo de matéria que o constituía, deixando no areal uma silhueta distendida.
Sorriu.
Perguntou-lhe:
- João, como queres que coloque os braços?
quinta-feira, 15 de maio de 2008
sábado, 3 de maio de 2008
daS globalizaçõeS
Esta já é muito conhecida e apavora alguns estados enquanto anima alguns tubarões do capital.
Esta, creio que foi a primeira, logo pioneira e.... paradigmática,
a partir de uma unidade familiar e da triste realidade que foi/é o desaparecimento - o que quer que a palavra queira dizer - de Madelleine.
(capa do correio da Manhã - Google)
LUZ por e para Madelleine e tantas outras crianças.

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