A preeminência da boca na paixão é como torrente de sangue entre as coxas,caíndo em fragmentos que se esmagam no chão.
e desenha imorredoiros traços de luz pelo espaço
A preeminência da boca na paixão é como torrente de sangue entre as coxas,
escorregadios e perigosos.

porque ela e eu
somos feitas
da mesma matéria
e vogamos nos mesmos
espaços.
somos feitas
da matéria que
constrói e alimenta
os sonhos
e vogamos tanto
no ar
como na água.
e porque o comum
dos mortais
olha para o chão
e eu olho para cima
para os astros
para o além
sem limites
nem barreiras
e ela, lua,
não se cansa
de correr pelos espaços
atrás do sol
sem sabermos quem é
perseguido e perseguidor.
por isso
chego à janela mais alta
e estendo o braço
a tocá-la.
como quem acaricia


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