sexta-feira, 6 de julho de 2007

quarta-feira, 4 de julho de 2007

As serpentes tecem o curso dos dias

Os ventos do sul repousam nos templos,
imortais santuários das nereidas.

Interrogas a sabedoria das árvores,
a serena face do mito.
Confessas a emergência da escrita,
a angústia de um universo
esvaziado de símbolos,
despido da secreta alteridade das sombras.

Admiras os divinos jardins de âmbar,
as infinitas planícies do êxtase.
Depousas as sandálias e o manto de púrpura
e decifras a linguagem dos desertos.

Os deuses veneram a tua excelsa beleza
e as transparências da tua voz,
e afagam o teu corpo de alabastro,
esse espelho de branca seda
onde anoitecem as palavras.


Barcelos, Isabel Aguiar

sábado, 30 de junho de 2007

quinta-feira, 28 de junho de 2007

ele há cada uma....

então é assim: o Tozé , sem o saber, descende de uma linhagem de grandes senhores feudais da zona ora abrangida por todo o território entre Póvoa e Braga.

Ora como isto de senhores feudais já se perdeu nas brumas, por certo as mesmas ou similares, onde se perdeu o nosso El-Rei D. Sebastião, não tinha ele a mínima ideia, nem seus pais, ou os pais de seus pais, nem sequer os pais destes últimos e por aí fora.

Se tal se deveu ao esquecimento dos ramos e laços familiares entre si, ou a fortes desavenças nunca mais comentadas, como é norma entre pessoas de bem, é coisa que agora será apurada, por natural curiosidade.

Aconteceu que lhe apareceu, nada mais, nada menos do que um notário à porta, acompanhado de seu escrivão como noutros tempos se fazia, a entregar-lhes documentos lacrados, herança de terras, casa e baldios, testamentados da actualidade e acreditados, confirmados, com cartas reais, com reais lacres seladas , do reinado de D. Afonso VII.

Ora o nosso amigo Toze, que é republicano, dono de seu nariz, opiniões e pouco mais que com o muito trabalho se alcança neste nosso país, desconhecia por completo este ramo, estes parentes nobres e ricos, que isto de heranças, bem o sabeis vós, era aos primogénitos que todo o património cabia e sempre cuidavam de que assim continuasse..

Coisas de primogénitos e profundas cisões familiares frequentes na História que ora haverão de ser desvendadas.

Não acreditou ele no que via e ouvia, para mais tendo-lhe batido dois distintos e, porque não dize-lo, algo emproados cavalheiros à porta, a contar-lhe esta fabulosa "história da carochinha".

Enquanto os ouvia pos-se, pelo canto do olho, a rabiar, procurando as escondidas camaras da TV, porque, pensou ele sem a mínima sombra de dúvida: "está bem de ver que estou nos "APANHADOS"".

Mas não! Não estava! Não está! Ele é que nos vai..."apanhando"....
Como quem caça gambuzinos.
Lança o isco e nós lá vamos.
Contentes, deixando a imaginação correr e correr à desfilada...

E esta herança comporta mais casas do que terras...
Com as baixas rendas pagas pelos inquilinos,que envelheciam, desinvestiram os últimos dos seus desconhecidos antepassados da recuperação de algumas das casas - eis aqui o exemplo de uma das portas dessas moradias - o nº 52 da Rua do Dó Maior,sita na freguesia Aikdó,no concelho de Desconcerto Total, distrito Dessinfonizado em Todos os Tons.


Parabéns Tozé.
Agora estás mais rico.
Não fiques com dores de cabeça.
O nº 52 está velho, revelho digo eu! A cair!
Se te quiseres desfazer dela, casa, aceito-a de bom grado, ou podemos fazer uma venda a baixo custo e ficas com menos um dos 123 problemas que te desabaram em cima.
QUE DIZES?


Post Scriptum: O Tozé diz que o patrimõnio está em aberto e lança, a todas/os que o queiram aceitar, o repto da escrita que os poderá habilitar à porta nº 52 aqui mostrada e a que eu já me candidatei na esperança de a ganhar bem como todas as paredes que a sustentam.
vamos lá, soltem-se. Tirem as rédeas à imaginação.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

e aqui, as "linhas" de TODOS nós

de tanta riqueza e beleza que semana após semana é partilhada e que os meus olhos ávidos captam, na maioria das vezes sem deixar feed-back às e aos autores, hoje decidi trazê-las todas para aqui como forma de agradecimento às/aos solidária(o)s companheira(o)s do fotodicionário.
NOTA - as fotos não surgem pela ordem do Palavra Puxa Palavra, mas tal deveu-se à designação das mesmas que assim foram reorganizadas e como já são 21H54 e ainda não jantei....
Desculpem mas fica assim.

representação de "Linhas"

O "Palavra puxa Palavra" da Manuela, recomeçou o seu fotodicionário.


A palavra para esta semana era: «linhas».


Há fotos belíssimas e imperdíveis enquanto representações fotográficas do conceito de "linhas.


Não deixem de passar por lá.
Aqui vos deixo algumas das que mais me tentaram e a que mandei:

quinta-feira, 17 de maio de 2007

resposta ao desafio


sei que existes, desafiou-me. Aqui fica a resposta ao desafio e os/as novos /as desafiados/as


quero: que o mundo e tudo nele seja de toda a humanidade e não só de alguns
tenho: fome de justiça e de fraternidade
acho: que temos o poder de moldar e mudar nossas vidas
odeio: Nada! Não odeio. Há muita coisa de que não gosto, me fere, e detesto até...Mas não odeio nada
sinto: dor ao ver o que estamos deixando fazer e logo, mais directa ou indirectamente, fazendo uns aos outros e ao planeta
escuto: as pessoas! Mesmo as que não conheço. E as vozes que circulam no ar e nos murmúrios dos ventos e das plantas
cheiro: o ar fresco da manhã, a terra depois da chuva, a maresia
imploro: nada! espero nunca necessitar implorar pois é contra estas coisas que me indigno. Sou pelos direitos e dignidade de tudo e todos e na dignidade há coisas que não cabem. Implorar
é uma delas. Mas poderia implorar por uma vida.
procuro: ser uma pessoa melhor
arrependo-me: de nada! Se percebo que errei peço desculpa e tento corrigir. Mas não vale a pena arrepender. No momento, nas circunstâncias, com o conhecimento que tinha, terei feito o que melhor achei.
amo: a VIDA lato senso e tudo o que nela existe. Seres humanos e outros de outras espécies. Muito as filhas e neta. Também a mim e amizades.
sinto dor: Ora bolas...Como falar disto? Cada vez sinto mais dor, mais dores...tanta injustiça que vejo...Ao vivo e à distância, tanta maldade, hipocrisia, tanta coisa negativa e que de humana nada tem...
sinto a falta: do verdadeiro e solidário respeito de uns pelos outros, independentemente de todas as diferenças. Sejam quais forem.... São elas que nos tornam ricos!
importo-me
: com os problemas que se criam e se alimentam em casa e no mundo: a fome, a injustiça, as guerras, a indiferença (arma mortífera), etc
sempre: estou
não fico: á espera que alguém resolva “AS”coisas. Procuro resolver as minhas e se puder dar força para empurrar para boas e pacificas resoluções tantas situações injustas que grassam no mundo junto minha voz ou assinatura
acredito: que somos todos irmãos e que a humanidade um dia(?) vai entender e assim funcionar
danço: muitas vezes pela casa. Mas muitas mais nos rodopios dos ventos e brisas ainda que por vezes mentalmente Não me apetece que me enfiem num colete de forças e acreditem que com as inopinadas coisas que faço....)
canto: pouco, mas quando canto, canto mesmo. Com prazer e vontade.
choro: pela desumanidade que deixamos criar ao nosso redor e suas dolorosas consequências em tantos de nós e tantos cantos do mundo
falho: vezes de mais o meu objectivo de ser uma pessoa melhor a cada dia.
Falho quando me desamo e logo não ouço, nem vejo os outros (a gente pensa que sim, mas é uma ilusão) porque me deixo prender nas malhas do auto-desamor e quem se não ama não espalha bem-estar. alegria, paz e amor ao redor ainda k pense que o faz..
luto: todos os dias contra os sentimentos negativos e as agruras da vida.
escrevo: sempre.
ganho: quando sou capaz de por um sorriso no rosto de alguém, de inverter algo injusto; de passar um dia construtivo, de criar um pequeno espaço de serenidade que dêe bem estar não só
a mim, mas também.
perco: quando não sou capaz de fazer o que atrás referi. Quando me zango, me irrito.Quando deixo de ouvir um pedido de ajuda mesmo que não expresso.
confundo-me: com todo e qualquer preconceito; - seja num plano individual seja colectivo ou de países; com a mentira intencional para fazer mal ou obter lucro a todo e qualquer preço; com a ideia de que há seres superiores a outros...e mais coisas
estou: Viva!
fico feliz: quando vejo gente diferente ser solidária e fraterna porque afinal não há “gente diferente” mas só “GENTE”
tenho esperança: que o que me faz feliz venha a ser uma realidade num futuro que não sei quando ocorrerá, mas pelo qual devemos continuar a lutar. É das poucas lutas que faz sentido e vale a pena... E tabém quando as filhas se juntam e trocam segredos, confidências e se sente uma doce cumplicidade no ar
preciso: confiar nas pessoas. Acredito na bondade intrínseca do SER.
deveria: ser capaz de ver e corrigir os (meus) defeitos que não vejo
sou: EU. Inteira. Com defeitos e qualidades.
não gosto: da mentira, da hipocrisia, da falsidade, da corrupção; do ter em vez do ser; da ambição sem limites; dos preconceitoS, dos racismoS, da misoginia; do machismo; daS violênciaS; da indiferença; das GUERRAS.....


E da mesma forma que Sei que existes me passou este desafio o passo a:


Finúrias


Francisco Sobreira


gato escaldado e água quente


JPD


Laramablog


Lumife


Manel do Montado


Maria Mamede


Menina Marota


Teresa David