domingo, 2 de dezembro de 2007

amizade, convido-te e espero-te

(Para leres o convite clica sobre ele, que amplia.)
Todas e todos os amigos do GRANDE PORTO, ou os que por aqui andarem, venham até cá.
Escrevemos para comunicar.
Quando se publica reforça-se esse empenho, desejo, necessidade.
Tudo isso.
Expomo-nos.
Aqui e agora me exponho a vós apelando.
Nesse dia, por muito que apeteça ficar na mornidão da casa, venham criar uma onda de genuíno suporte e calor humano .
Para comunicar necessitamos dos outros.Comunicadores, ouvidores, potenciais leitores. ...Interlocutores de várias formas.
Outra forma de suporte que me podem dar é divulgar pelos vossos contactos.
Grata por isso.
P.S - quem não conseguir vir e quiser adquirir p.f envie email com dados: nome e morada, nº exemplares pretendidos para ediumeditores@gmail.com. Será enviado à cobrança.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Delírios

Há coisas do arco-da-velha.
Ando há 3 anos a procurar umas botas que me agradem e dêem muito bom caminhar. Foram estas as eleitas porque as outras andarilhas desfizeram-se de tanto trabalhar.
Até aqui nada de mais. E vocês até podem não gostar que isto de estética é muito pessoal.
O impensável aconteceu quando no final, a funcionária com um simpático sorriso, estendeu a mão e me entregou um pequeno envelope rubro-rosa (ver abaixo) enquanto dizia:
«Aqui, vai a garantia. No espaço de um mês, caso esteja descontente, pode proceder à devolução, na caixa e.... desde que não tenham sido usadas
Perceberam?
Eu não!Acudam-me.
Como posso "estar descontente" se as não usar?
Como posso descobrir falhas ou defeitos estando elas na sua caixona, protegidas?
Hummmmm?

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Salvador, o Homem e Textos InConSequentes (excerto)

«Nada do que é terreno consegue
realmente abandonar o sono e só
quem nunca esquecer a noite que
traz consigo consegue fechar o
anel, consegue voltar da intempo-
ralidade do começo à do fim,
consegue empreender sempre de
novo o percurso circular, ele
próprio astro na imutabilidade
do decorrer do tempo, emergindo
da escuridão (...)»

Hermann Broch – “ A MORTE DE VIRGÍLIO”


I
O HOMEM


Salvador percorria as noites, de insónia em insónia, tentando olhar o mundo pelo prisma da noite, nos hábitos, nas vivências, nas rotinas ou desrotinas, nos seus indígenas, fauna bem diversa da diurna, nos cheiros e nas cores da noite. Sim, porque antes das insónias lhe dominarem as noites, homem regrado, Salvador achava que a noite tinha uma cor única: escura. Artificialmente iluminada. E nem se detivera a pensar sobre que cor e tipo de escuridão eram essas que atribuía à noite. Era escura e esse pensamento lhe chegava. Não, não era bem assim, sem ter consciência disso um outro atributo da noite coexistia com o anterior. O de perigo.
Não é que, desde os primórdios, a escuridão sempre representou um factor de perigo para os humanos, dada a sua incapacidade de verem no escuro?
Talvez por algum primevo atavismo, conjugado com factores culturais, a noite detinha, para Salvador, esse atributo, de que se não encontrava consciente.

Um dia Salvador não dormiu. Pensou que algum alimento cuja digestão se houvesse atrasado, apesar de não sentir qualquer tipo de incómodo, seria o responsável pelo facto.
Facto mesmo foi a repetição, noite após noite, da insónia. Curiosamente, para nós, e intrigantemente para ele, o dia a dia decorriam na máxima normalidade e as suas funções eram desempenhadas com eficácia e eficiência, sem cansaço e sem qualquer tipo de nervosismo.
Passaram meses e a situação mantinha-se. Os dias passaram a ter vinte e quatro horas para preencher a seu belo prazer. Mais sete horas e trinta minutos, que era o tempo médio de sono, antes de se tornar um insone.

Salvador sentia-se bem, sentiu-se feliz. Tanta coisa que deixava por fazer por falta de tempo....Quem se não sentiu nada feliz foi a mulher de Salvador, a D. Ermelinda. Ora se tinha algum jeito o marido não dormir, abandoná-la. Sim, abandoná-la, pois, a breve trecho, percebendo a total e continuada ausência de sono e a inexistência de quaisquer sinais de cansaço, Salvador deixou, de todo, de ir ao leito. Para quê perder tão precioso tempo, deitando-se e ficando a olhar para o tecto, para o ar, para o nada, na vã esperança de voltar a ser uma pessoa comum, isto é: com horas de deitar, dormir e acordar?

Nas frias noites, deixava o tálamo conjugal instalando-se, confortavelmente, na sua poltrona preferida que, rapidamente, foi trocada por uma mais moderna, reclinável, com várias posições e extensão, para pernas e pés, onde Salvador se entregava às delícias da leitura, do visionamento de filmes, ao xadrez no computador, (sim, que esse nunca sofria de insónia dado não precisar de dormir,) à construção de puzzles e às paciências, enfim, a uma série de actividades de que gostava e das quais tirava prazer e que sempre considerara boas para a musculação do cérebro, ou, parafraseando o ficcionado, mas não menos célebre inspector Poirot, belga e não francês como insistia em frisar, «as célulazinhas cinzentas».

A D. Ermelinda é que se não conformava e, quanto mais feliz via o marido com tanto tempo, liberto da escravidão do sono, façamos aqui um aparte para realçar que, apesar da bizarra e continuada ausência do tálamo conjugal, como a D. Ermelinda gostava de dizer, não descurava os seus deveres de cônjuge, antes os exercendo mais animadamente facto que, apesar de tudo, não compensava a senhora pelo abandono sentido, dizíamos nós que a infelicidade da D. Ermelinda crescia proporcionalmente à felicidade do marido.

(excerto do Conto "Salvador O Homem, e Textos InConSequentes, a sair em 07 de Dezembro- apresentação no Salão Nobre da Junta de Freguesia de S. Mamede de Infesta, 21h30)

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

vosso apoio é necessário - novo livro meu em Dezembro


A EDIUM EDITORES (clica no nome e vais até ao site) com cerca de 80 títulos publicados, prestes a fazer dois anos de actividade, vai editar o meu novo livro: «Salvador, o Homem e Textos InConSequentes»


Sinopse:
«Salvador, o Homem e Textos InConSequentes»

O livro pode ser dividido em duas partes, das quais, «Salvador, o Homem» abrange cerca de um terço.
Mais próximo da novela do que do conto relata a experiência de Salvador ao descobrir o fantástico que a vida encerra e que o mundo é muito mais do que o que vemos no dia-a-dia, assim como nele, enquanto ser humano, existem dimensões inexploradas, até ignoradas, as quais, quando as descobre e as integra alteram a sua vida e a de todos ao seu redor.

Os textos restantes enquadram-se mais no conceito americano de short-stories e diversificam o leque de leitura de uma forma que cremos será de vosso agrado e em que o próprio título vos permite intuir a existência de nexos, aparentemente inexistentes.
Como na VIDA»

A apresentação do livro ocorrerá no início de Dezembro e estão desde já convidados.
Uns via email, outros via blogues, outros ainda, se conhecer endereços, via CTT.

- Preço de capa: 10,00€/unidade
- Nº de pág.: cerca de 80


Quem quiser pode (e deve, digo eu), fazer desde já a PRÉ-RESERVA do nº de exempares pretendidos - LEMBREM-SE QUE O NATAL ESTÁ À PORTA . VÃO NECESSITAR DE LEMBRANÇAS E PRENDINHAS (MUITAS), MIMINHOS PARA FAMÍLIA E AMIGOS - para EDIUM EDITORES, email:
ediumeditores@gmail.c0m



Podem optar por uma de duas modalidades de pagamento:
1 - na recepção do livro enviado à cobrança.
2 - desde já, via cheque ou transferência bancária para a Editora e, neste caso os portes dos CTT ficam a cargo da editora. E vocês sabem bem como os portes encarecem o livro em cerca de 50%...


Hei, não deixes para amanhã. Faz já as tuas reservas.

Esta política prende-se com o facto de a Editora estar em fase de transição direccionando-se mais para públicos-alvo via internet o que não onera o preço de capa com encargos de distribuidoras e, assim, melhor servir a cultura através da disseminação do livro a preço mais reduzido.


Ainda não encomendaste? Bora lé gente boa.
Conto contigo, contigo e mais contigo...............
Com todos vós agora e depois, em Dezembro, ao vivo e a cores :))

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

estes são os cavalos

Uma outra foto com estes três animais foi a minha participação desta semana no Fotodicionário, no Palavra Puxa Palavra, sob o Tema: ficção.
Aqui fica sob a forma gráfica: imagem e palavras a minha ficção.
(Para ler melhor clica e amplia de imediato a imagem.)

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

O silêncio em forma de carícia




Poema meu sobre quadro de Margusta.


Nota - o título do poema corresponde ao título que Margusta deu ao quadro.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Parabéns filhot'Alexandra



apetece-me a lua

(dedicado à Alexandra)



apetece-me a lua.
porque ela e eu
somos feitas
da mesma matéria
e vogamos nos mesmos
espaços.

somos feitas
da matéria que
constrói e alimenta
os sonhos
e vogamos tanto
no ar
como na água.

e porque o comum
dos mortais
olha para o chão
e eu olho para cima
para os astros
para o além
sem limites
nem barreiras
e ela, lua,
não se cansa
de correr pelos espaços
atrás do sol
sem sabermos quem é
perseguido ou perseguidor.


por isso
chego à janela mais alta
e estendo o braço
a tocá-la.


como quem acaricia
teu rosto

Parabéns meu anjo